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22 de novembro de 2018

Saiba como o Instagram está ameaçando o futuro das revistas de moda

O objetivo comercial do Instagram é tanto que a plataforma está trabalhando em um aplicativo independente destinado ao e-commerce.

instagram moda

Em julho de 2013, quando a marca Oscar de la Renta apostou no Instagram para lançar sua campanha de outono, o mercado encarou a tática com certo ceticismo. Na época, as fotografias feitas por Norman Jean Roy não alcançaram mais do que 1 mil curtidas durante a primeira hora de publicação, mas renderam bons resultados meses mais tarde, quando foram divulgadas nas edições de setembro das principais revistas do segmento fashion.

Hoje, cinco anos depois, vemos que a estratégia da marca americana antecipou não só o estreitamento da moda com as redes sociais, mas também o declínio das publicações do segmento perante o sucesso avassalador do aplicativo de compartilhamento de imagens, lançado em 2010. O modelo de consumo mudou, o comportamento do consumidor já não é o mesmo e um clique no Instagram é mais prático e barato do que comprar uma revista.

O objetivo comercial do Instagram é tanto que a plataforma está trabalhando em um aplicativo independente destinado ao e-commerce. Apelidada de IG Shopping, a novidade permitirá aos usuários comprar produtos das marcas, com transações financeiras dentro do próprio app.

Em 2012, o Facebook adquiriu o Instagram por US$ 1 bilhão, e a empresa de Mark Zuckerberg deu um rumo mais comercial ao aplicativo, deixando-o mais interessante para o investidor. De lá para cá, a companhia vem testando formatos de consumo em seu layout, como os links que direcionam os usuários às páginas de compra. Mais recentemente, o app deu maiores possibilidades às marcas, que agora podem direcionar seu anúncios a públicos específicos.

Em junho deste ano, o Instagram atingiu 1 bilhão de usuários. Enquanto isso, revistas encerram publicações e sofrem uma queda. Entre 1998 e 2008, conforme relatório da agência Magna International, o faturamento do mercado caiu de US$ 61 bilhões para US$ 54 bilhões. A previsão para 2018 é que não chegue a 15 bilhões.

Em 2017, a Condé Nast, empresa detentora da Vogue e da Vanity Fair, perdeu US$ 120 milhões, o que levou a companhia a demitir mais de 80 funcionários e a encerrar três de suas revistas. No Brasil, a Editora Abril fechou o ano no vermelho, levando o grupo a dispensar 600 profissionais e acabar com 10 títulos, entre eles a Elle.

A estimativa é de que cada pessoa gaste 30 minutos no Instagram todos os dias. De acordo com uma pesquisa da agência Activate, apenas 4% do tempo são destinados ao consumo de conteúdo midiático com impressos, contra 28% dos smartphones.

Confira a matéria na íntegra no site Metrópoles.

Imagem: Da assessoria

Fonte:
Metrópoles
Autor:
Ilca Maria Estevão
Publicado em:
22 de novembro de 2018

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