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14 de novembro de 2018

Por que o setor de tecnologia pode liderar a economia de SC

Boa parte dos estrategistas do mundo corporativo afirma que, num futuro próximo, todas as empresas serão de tecnologia. Em Santa Catarina, empresários do setor estimam que esta será a maior economia do Estado daqui a alguns anos.

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Nesse grupo está o presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Daniel Leipnitz, para quem essa liderança pode chegar em cerca de cinco anos, ou seja, até 2022 ou 2023.

Santa Catarina tem condições de ser o primeiro Estado do Brasil a atingir essa marca porque já conta com um polo tecnológico de expressão internacional que vem se desenvolvendo há mais de 30 anos e é apontado como o Vale do Silício do Brasil.

Começou com a prestação de serviços para empresas tradicionais com destaque em Florianópolis, Joinville e Blumenau, mas ações conjuntas de universidades, empresas privadas e o setor público – setores que formam a tríplice hélice – avançam com programas como o Sinapse da Inovação, os 13 centros de inovação pelo Estado, institutos da indústria e outros que aceleram a criação de empresas em todas as regiões, sinalizando um futuro promissor, destacado no caderno Nós desta edição sobre o Nosso Vale do Silício. Entre os diferenciais de SC estão o empreendedorismo, a liderança nacional em startups e trabalhadores qualificados.

Ecossistema da Ilha avança, mas tributação pesa

Principal polo de tecnologia de informação e comunicação de Santa Catarina, Florianópolis detém um ecossistema de inovação que se tornou referência no Brasil e lá fora. Empresas mudam suas sedes para a cidade, abrem filiais ou fazem eventos em função desse cenário de negócios favorável, que oferece conexões com empreendedores, desenvolvedores e financiadores de tecnologia, num ambiente similar ao Vale do Silício da Califórnia, nos Estados Unidos. ​

O setor é o maior arrecadador de Imposto sobre Serviço (ISS) no município e, além da sede estadual da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), está ganhando centros de inovação privados em diferentes bairros e em municípios próximos.

​Mas se o ambiente de negócios local é favorável, o mesmo não dá para dizer da tributação para exportar software e serviços, atividade que ganha força porque as empresas de TI querem ser globais. Um dos que alertam sobre o problema é o empresário Luiz Felipe Bonatti, fundador e CEO da Segware, empresa que atua com sistemas de segurança que tem uma unidade nos Estados Unidos e está abrindo outra. Segundo ele, enquanto a tributação é excluída das exportações de produtos, o mesmo não ocorre nas exportações de sistemas. A tributação americana não tem essa prática, por isso é muito menor.

Este é um problema que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) precisa resolver com urgência, sob pena de inibir o setor de tecnologia e serviços do Brasil, que já é o grande gerador de riquezas e empregos no mundo desenvolvido e deveria ser também aqui.

Serviços gratuitos em TI

Entre as novidades que o setor de tecnologia proporciona para Florianópolis está a atração de milhares de profissionais para eventos promovidos por empresas locais. De segunda a sexta-feira desta semana, a Resultados Digitais, empresa da Capital que é líder em marketing digital da América Latina, atraiu mais de 11 mil pessoas para participar do RD Summit 2018 na Ilha.

Desde a primeira edição, em 2013, até este ano o evento cresceu mais de 50 vezes. O fundador e CEO da empresa, Eric Santos (foto), apresentou como principais novidades serviços gratuitos. Anunciou que a RD University vai oferecer cursos sobre marketing e vendas com versões introdutórias gratuitas e também um sistema de automação em vendas sem cobrança a usuários.

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Fonte:
NSCTotal
Autor:
Estela Benetti
Publicado em:
10 de novembro de 2018

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