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Imagem de título do setor Beleza e Bem-estar
27 de novembro de 2018

Pequenos empresários do setor de beleza mostram como usam a terceirização da atividade-fim

Agora, qualquer empresa pode terceirizar o produto ou serviço que ela produz ou oferece.

cosméticos

A reforma trabalhista completou um ano em novembro deste ano. O PEGN mostra como micro e pequenas empresas estão lidando com a terceirização da atividade-fim, antes proibida. Agora, qualquer empresa pode terceirizar o produto ou serviço que ela produz ou oferece.

A empresária Lídia Gomes começou a fabricar cosmético natural e vegano de forma artesanal em casa em 2017. Em abril deste ano, resolveu se profissionalizar. O problema era ter dinheiro para bancar uma produção em escala.

Só uma máquina envasadora custa R$ 300 mil, somando com outros equipamentos e licenças, seriam preciso R$ 500 mil para começar a produzir e a vender cosméticos, mas a Lídia investiu R$ 5 mil. Como? Terceirizando a produção em outra empresa.

"Agora tenho mais tempo livre para cuidar da formulação de cada produto. Pensar na marca e também na captação de mais clientes”, conta Lídia.

Lídia pesquisou muito até achar uma empresa, especializada em terceirização, que produz cosméticos para 150 empresas – 70% são pequenas e médias e 30% marcas já consagradas no mercado. Um ano depois da lei que permite a terceirização da atividade-fim, o número de clientes aumentou 30%.

Para o professor da Fundação Getúlio Vargas/São Paulo, Jorge Boucinhas, a terceirização da atividade-fim pode movimentar mais os negócios. “Diminui condenações judiciais, preocupações e necessidade de consultoria do que pode terceirizar e não pode. Há muito mais liberdade para o empresário, então passa a ser questão estratégica”, afirma o professor.

Mas ele alerta: proteja a patente. Registre sua marca no INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial - e faça um contrato proibindo a empresa terceirizada de vender o produto ou serviço que você criou.

O empresário tem que estar ciente que o produto final dele é o negócio dele, então se ele e terceiriza a atividade fim e sendo ela a prestação de serviço, quando o cliente perceber que não é ele que faz o serviço final, esse empresário que terceirizou corre o risco de perder o negócio, porque o cliente procura o fornecedor pagando menos ao fornecedor e gerando a esse fornecedor uma receita maior.

Tomados os devidos cuidados, a terceirização tem tudo para oferecer o melhor custo-benefício para pequenas empresas. Além de reduzir o investimento inicial de um negócio, uma empresa terceirizada costuma ter mais eficiência e menores custos por trabalhar em grande escala.

Confira a notícia no site G1.

Imagem: Banco de imagens

Fonte:
G!
Autor:
Marcelo Baccarini
Publicado em:
25 de novembro de 2018

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