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9 de novembro de 2018

JÁ OUVIU FALAR EM SAAS? CONHEÇA UM MERCADO REPLETO DE OPORTUNIDADES PARA EMPREENDEDORES

Conheça o setor de software como um serviço e saiba como ganhar dinheiro criando programas que facilitam a vida de empresas de todos os tamanhos.

Saas

Nas décadas de 1990 e 2000, qualquer empresa que precisasse usar um software para trabalhar tinha de comprar um sistema e instalá-lo no computador. Os programas eram caros e, muitas vezes, “pesados” — ocupavam muito espaço nas redes de equipamentos.

Sem falar que, diante de qualquer problema de operação, era necessário chamar um técnico ou acionar o fabricante, e podia levar horas, ou até dias, para a questão ser resolvida.

Ao longo dos últimos oito anos, esse cenário passou por uma mudança radical. O responsável por isso é um modelo de serviço chamado SaaS (software como um serviço, ou, na sigla em inglês, software as a service).

Empresas de diferentes setores, como marketing, varejo, educação e contabilidade, passaram a oferecer a clientes corporativos programas que não precisavam ser comprados — bastava pagar uma mensalidade para ter acesso ao software, disponível na nuvem.

Com a possibilidade de customizar o programa, e sem precisar de instalação e manutenção, os preços despencaram.

As grandes favorecidas foram as pequenas e médias empresas, que puderam ter acesso aos mesmos programas usados pelas gigantes. Mas o SaaS beneficiou companhias de todos os tamanhos, que passaram a usar o recurso na nuvem para ter acesso remoto a programas e armazenar arquivos de forma descomplicada.

A popularidade desse tipo de serviço fez com que surgissem dezenas de startups dedicadas ao setor. Segundo Diego Gomes, autor do SaaSholic, blog especializado no setor, o mercado brasileiro tem mais de 2 mil empresas de SaaS.

Gomes é o idealizador do estudo Brazil SaaS Landscape Research 2017, realizado pelo SaaSholic, Rock Content, Signal Hill e Redpoint eventures.

Segundo a pesquisa, quase metade das startups do setor — ou 47,8% do total — está baseada em São Paulo; na sequência, vêm Santa Catarina (16,3%) e Minas Gerais (11,3%). A grande maioria (70%) sobrevive com recursos próprios — entre as que buscaram capital externo, 10% levantaram mais de R$ 10 milhões.

Um dos fatores de atração para os investidores é o retorno rápido: mais de 60% das startups recuperam o custo de aquisição de clientes (CAC) em menos de seis meses — nos Estados Unidos, o prazo é de mais de um ano.

O retorno mais rápido é explicado pelas particularidades do mercado brasileiro. “Aqui temos menos competição e mão de obra mais barata”, diz Edson Rigonatti, sócio do fundo de venture capital Astella Investimentos. “As SaaS brasileiras têm qualidade global. As melhores levam apenas de um a dois anos para faturar R$ 4 milhões. Depois disso, elas dobram ou triplicam de tamanho.”

Confira a matéria completa no site Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Imagem: Banco de imagem

Fonte:
Pequenas Empresas & Pequenos Negócios
Autor:
Jacilio Saraiva
Publicado em:
7 de novembro de 2018

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