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16 de maio de 2018

BRASIL TERÁ ÍNDICE DE TRANSPARÊNCIA DA MODA

O Índice mede compromisso social, ambiental e governança na cadeia de valor, avaliando suas políticas de compras, rastreabilidade e sustentabilidade dos produtos

índice moda

O mercado brasileiro vai ganhar em outubro a primeira edição do Índice de Transparência da Moda que já analisa marcas globalmente há quatro anos. Resultado de uma parceria entre o movimento Fashion Revolution Brasil, o Centro de Estudos de Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGVces) e do apoio da ABVTex (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), o Índice vai analisar 20 grandes marcas nos segmentos de varejo; jeans, moda jovem e casual; luxo e adulto; calçados; esporte e praia.

O último estudo global foi lançado no ano passado e incluiu 150 marcas. “A versão brasileira deve, ano a ano, incluir mais empresas do país que é o quarto maior parque de confecção do mundo”, afirma Eloisa Artuso, coordenadora educacional do movimento Fashion Revolution Brasil. As marcas selecionadas para esta primeira edição do estudo foram: Animale, Brooksfield, C&A, Cia Marítima, Ellus, Farm, Havaianas, Hering, John John, Le Lis Blanc, Malwee, Marisa, Melissa, Moleca, Olympikus, Osklen, Pernambucanas, Riachuelo, Renner e Zara.

A metodologia foi adaptada para o mercado brasileiro pela FGVces, incluindo, por exemplo, questões sobre inclusão racial e a participação do imigrante. O Índice, segundo Eloisa, não é um ranking de marcas nem quer fazer uma comparação entre as empresas, mas mostrar a transparência de informações das companhias com seu público. “Todas as informações coletadas pela FGVces são de domínio público, medindo justamente o quanto a empresa disponibiliza esses dados”, aponta Eloisa. As marcas ganham pontuação e porcentagem sobre diversos itens, mas não entram em um ranking.

O Índice mede compromisso social, ambiental e governança na cadeia de valor, avaliando suas políticas de compras, rastreabilidade e sustentabilidade dos produtos (destino de resíduos, descarte, economia circular, etc). “A marca será avaliada sobre como presta contas de suas ações, podendo corrigir a forma como implementa essas políticas e compartilha os resultados”, explica Aron Belinky, coordenador do programa de produção e consumo sustáveis do FGVces. A correção das metas a serem atingidas e as melhorias ao longo do ano também contam pontos. “A ideia não é apontar marca melhor ou pior, mas entender como essas empresas abrem suas portas e expõem seus dados que antes eram ‘secretos’ dentro de sua cadeia de valor”, diz Belinky. Para ele, expor os dados é um primeiro passo rumo à transparência, permitindo à gerência refletir sobre o que precisa mudar e fazer as correções necessárias. As empresas serão agrupadas por faixas de transparência de informações: iniciante, intermediária ou avançada.

Confira a notícia na íntegra no site GBL Jeans.

Imagem: Da assessoria

Fonte:
GBL Jeans
Autor:
Ana Luiza Mahlmeister
Publicado em:
15 de maio de 2018

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